Defesa Social divulga balanço do Projeto Vivo Feliz Sem Drogas

1º Levantamento sobre o uso de álcool e outras drogas, voltado aos alunos da rede municipal de ensino de Itapeva Destaques  Educação | 11 de janeiro de 2012

A Secretaria Municipal de Defesa Social, por meio do Projeto “Vivo Feliz Sem Drogas”, apresenta, em parceria com a Secretaria Municipal da Educação, o I Levantamento sobre o uso de álcool e outras drogas, voltado aos alunos da rede municipal de ensino de Itapeva.

De acordo com os números, somente em 2011, o Projeto alcançou um público de aproximadamente 2 mil crianças, 2 mil adolescentes, 200 educadores e 200 pais de alunos, levando informações sobre as drogas e conseqüências do uso e abuso das substâncias entorpecentes.

No segundo semestre, em concordância com a Secretaria Municipal da Educação, foi realizada uma pesquisa, sobre o uso de álcool e outras drogas com os alunos da 8ª série do ensino fundamental do município, com a finalidade de entender o contexto atual da drogadição na adolescência e nortear futuras abordagens nas políticas públicas municipais.

A pesquisa foi realizada em doze escolas de ensino fundamental das séries finais, onde foram entrevistados 910 estudantes que participaram das oficinas do Projeto Vivo feliz Sem Drogas, onde foi traçado o perfil de consumo das substâncias psicoativas, estratificando a população pesquisada quanto ao gênero, uso na vida, freqüência de uso.  86% dos alunos que cursam a 8ª série tem entre 14 anos e 15 anos e 51% são do sexo masculino.

Questionados sobre as atividades realizadas durante o período inverso nas aulas, quando os adolescentes não estão na escola. Dos 910 entrevistados, 396 afirmaram que ficam na internet e assistindo programas de TV, enquanto 151 trabalham.

Foi questionada também a experiência com drogas lícitas (álcool e cigarro), idade com que essa experimentação aconteceu e local. Foi verificado pela equipe do Projeto que 44% dos entrevistados já experimentaram, destes cerca de 60% entre 12 e 14 anos em festas, tendo como motivo da experimentação a curiosidade (46%). 71% são residentes na zona urbana, 53% são do sexo feminino e 15% ainda continua utilizando.

6,5% dos alunos afirmaram já ter experimentado drogas ilícitas. Os jovens com idade entre 12 a 14 anos tiveram acesso em festas (52%) ou foram motivados por curiosidade (37%). 80% residem na zona urbana e 56% são do sexo feminino.

De acordo com a subcomandante da guarda municipal Aracelli Pereira Mota Custódio, que coordena o Projeto, a curiosidade constitui um fator de risco quanto ao uso de drogas, característica essa inerente à adolescência e importante para o seu desenvolvimento. “É muito importante trabalhar positivamente essa curiosidade das crianças e adolescentes. O Projeto traz essa filosofia para dentro das salas de aula. Nossa meta é contribuir para que nossas crianças tenham uma infância e uma juventude saudável”, explica.

Aracelli conta ainda que o Bullyng foi apontado por grande parte dos alunos entrevistados como uma importante interferência no convívio harmônico na escola.

Os dados obtidos evidenciam a tendência de maior consumo de álcool e cigarro na faixa etária entre 12 a 14 anos. Apesar da proibição legal do uso, foi demonstrado que o primeiro contato com as drogas ocorre em festas por curiosidade, vontade própria e influencia dos amigos. De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA, o artigo 81 proíbe “a venda à criança ou ao adolescente de bebidas alcoólicas e de produtos cujos componentes possam causar dependência física ou psíquica”. O artigo 243 reforça a proibição configurando como crime “vender, fornecer ainda que gratuitamente, ministrar ou entregar, de qualquer forma, a criança e o adolescente, sem justa causa, produtos cujos componentes possam causar dependência física ou psíquica, ainda que por utilização indevida”.

“Podemos evidenciar com as informações obtidas com esse levantamento que as drogas mais utilizadas pelos adolescentes são as drogas lícitas (álcool e cigarro), o que coincide com dados nacionais. Da totalidade dos entrevistados, 56% alegaram nunca terem experimentados as drogas lícitas e 92,8% não experimentaram as ilícitas”, explica.

O secretário municipal de Ação e Defesa Social Luciano de Oliveira destaca que o governo do Estado de São Paulo, por meio da Lei 14.592/2011, vem reforçar a ilegalidade da venda e oferta de bebidas alcoólica a crianças e adolescente. “Se nós trabalharmos nessa causa paralelamente com o governo do Estado, vamos conseguir dificultar o acesso das crianças a essas substâncias”, diz Luciano.

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